Encontrando acomodação em Dublin: a saga!

“Acordar cedo, se arrumar, checar o Facebook à procura de novas vagas nos Classificados Dublin, ir para as entrevistas, voltar, caminhar quilômetros. Quem passou por isso sabe do que estou falando.”

Confesso que foi uma das piores coisas que passei durante o intercâmbio: ENCONTRAR LOCAL PARA MORAR.

Engana-se você que aqui é como no Brasil. Tão fácil você chegar numa imobiliária, escolher o apartamento, ter um fiador, pegar as chaves e mudar-se. Ou então escolher alguém para ir morar junto e simplesmente ir. Não, aqui você precisa ser aceito nos lugares. Começa assim. A pessoa que está voltando para o seu país ou mudando de casa, passa a vaga. Ela divulga nos Classificados Dublin, ou em todos os grupos de Rent que tem por aqui. Os interessados agendam entrevistas e aí começa a chatice. Você vai até a casa ou apartamento para conhecer e passar por uma espécie de entrevista. Sim, as pessoas da casa precisam gostar de você.

Repito: piores dias do intercâmbio. Andei tanto nesta cidade, visitei tanto lugar horrível. Chorei tanto. Pensava comigo: Não é possível, algum lugar decente eu preciso encontrar.

A minha reserva no hostel estava acabando, e meu desespero aumentando. Sorte que fiz um amigo no hostel, Henrique, e este me ajudou muito. Era ele quem estava pra lá e pra cá comigo a todo momento. Pra se ter uma noção, meu pé machucou muito. Teve dias que eu não conseguia apoia-lo no chão. Sem contar dos dias que Henrique me olhava e dizia: “-Nossa Lili, tu estás acabada”. Agora até dá pra dar umas boas risadas lembrando estes acontecimentos.

Aqui muitas moradias de estudantes, pode-se dizer que são um tanto quanto precárias. Vi locais com 6 beliches num quarto minúsculo. Lugares sujos, com cheiro terrível. Pensava comigo: “-Deus, ajuda-me a não ter que vir para um lugar destes”.

Tanta sorte tenho, que encontrei um lugar maravilhoso. Mas deixe-me contar como foi, antes de qualquer coisa. Primeiro, agendei a visita. Meu pé já não suportava mais encostar no chão. Desmarquei a entrevista, afinal o apartamento ficava há uma hora e 30 minutos andando do Spire (e como todo bom estudante de Dublin, eu não queria gastar meus valiosos euros com transporte público).  A menina que estava passando a vaga retornou a conversar comigo no outro dia e me convenceu a ir dar uma olhadinha no Ap. Henrique foi comigo. Fomos a pé. Andamos tanto, que eu só pensava: “- Falta muito?”. Chegamos. O lugar era perfeito, limpinho, o quarto com banheiro e sacada, e o melhor, para dividir apenas com mais uma pessoa. A única coisa que pesou mesmo foi a distância. Mas claro que tem mercado por perto, posto de ônibus e luas (meio de transporte parecido com o metrô), o que facilita tudo.

Saímos do local, e trocando ideia com meu amigo, resolvi falar para a menina que, caso o pessoal da casa tivesse gostado de mim, eu queria a vaga. Não deu outra, fui aceita.

Resultado: sim, caminho duas horas por dia (uma para ir e outra para voltar da escola), mas eu tenho os melhores Flatmates deste mundo, um quarto maravilhoso, uma vista incrível, e ainda estou perdendo uns quilinhos.

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