Sim, fiquei doente

Começou com uma tosse (porque a pessoa vai passear debaixo da chuva e muito frio), depois a dor na garganta e uma inflamação. Aí já viu né, doente, em outro país, sem a família por perto, claro que a carência ia aparecer.

 

Por mais bobagem que possa parecer, deitar na cama e chorar (e olha que nem sei se foi por estar doente), foi o que eu fiz. Tudo o que eu mais desejava era o abraço do meu pai. Não, eu nunca fui daquelas pessoas que corre para a casa dos pais quando pega qualquer gripe, ao contrário, sempre vesti uma armadura pra parecer ser mais forte do que eu realmente era. Mas quando a gente está longe, tudo muda.

 

Ah, que falta que faz aquele chá horrível, de uma mistura de alguma coisa com não sei o que, de gosto amargo, mas que ele fazia com tanto amor, que em apenas um gole, já mandava qualquer mal-estar embora. Que falta faz aquela sopa, com sabor de água e sal, que ele fazia e eu era ‘obrigada’ a tomar. Quanta falta faz aquele aviso antes de sair de casa: ‘Lili, leva o casaco, porque você vai ficar doente de novo’; ou ‘Lili, é melhor você levar um guarda-chuva, pega esse aqui’.

 

É, a gente cresce, tem que se virar sozinha; olhar pra uma caixa cheia de remédios e ir procurar no Google ou mandar foto pra amiga farmacêutica para descobrir pra que serve cada um.

 

A gente cresce, aprender a voar sozinho, mesmo que, às vezes, com as asas machucadas.

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